PP e União Brasil abandonam Alcolumbre e ameaçam reeleição do senador no Congresso
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enfrenta dificuldades para garantir sua permanência no comando da Casa a partir de 2027. Segundo informações da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, deve deixar de apoiar sua candidatura à reeleição, em um movimento que pode enfraquecer as articulações do senador em Brasília. A mudança ocorre em meio ao alinhamento de Alcolumbre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto as principais lideranças da federação apoiam a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O cenário amplia a pressão sobre o atual presidente do Senado, que tenta reunir votos para continuar no cargo. Alcolumbre busca apoio entre novos senadores De acordo com a coluna do Metrópoles, Alcolumbre tem procurado conquistar o apoio de senadores que assumirão seus mandatos em 2027. Entre as estratégias relatadas estão a oferta de gabinetes em locais privilegiados e a possibilidade de entregar presidências de comissões parlamentares. A federação União Progressista deverá iniciar a próxima legislatura com 12 senadores, seis do PP e seis do União Brasil, considerando os parlamentares com mandato até 2031. Sem o respaldo das duas legendas, Alcolumbre poderá disputar a recondução de maneira independente, mas enfrentará maior dificuldade para reunir votos. Aproximação com Lula influencia disputa Nas últimas semanas, Alcolumbre tomou decisões legislativas que favoreceram a agenda do governo federal. Entre elas, pautou a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e adiou a votação da PEC da Segurança Pública, que poderia abrir espaço para um debate sobre a redução da maioridade penal. O senador também manteve sem avanço pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a reportagem do Metrópoles. A postura reforçou sua imagem de interlocutor entre o governo, o Congresso e o Judiciário, mas também alimentou críticas de setores da oposição. A disputa pela presidência do Senado em 2027 ocorre em um contexto de fortalecimento da bancada do PL e de reorganização das forças políticas após as eleições. A perda de apoio da federação pode reduzir a margem de negociação de Alcolumbre e abrir espaço para outros nomes na sucessão do comando da Casa. O resultado dependerá das articulações entre as bancadas e dos acordos que serão construídos até a eleição interna do Senado, prevista para fevereiro de 2027.
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