Tarcísio responsabiliza governo Lula após mais de 2 milhões ficarem sem energia em SP
A crise elétrica que deixou mais de 2 milhões de paulistas no escuro após a ventania histórica que atingiu a Grande São Paulo na quarta-feira (10) ganhou novos contornos políticos. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta quinta-feira (11) que toda a estrutura de distribuição de energia no Estado é competência federal, atribuindo ao governo Lula, ao Ministério de Minas e Energia e à Aneel a responsabilidade pela lentidão no restabelecimento do serviço. No dia seguinte ao temporal que derrubou árvores, causou estragos em dezenas de bairros e provocou o cancelamento de vários voos nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, a população amanheceu em colapso: cerca de 1,5 milhão de imóveis permaneciam sem energia, número que, somado às ocorrências da noite anterior, ultrapassou 2 milhões de usuários afetados. A concessionária Enel afirmou não ter previsão para a normalização completa do fornecimento. Tarcísio, que visitou Carapicuíba para a entrega de unidades do programa Casa Paulista, fez questão de reforçar que o governo estadual não possui instrumentos legais para intervir na estrutura que regula o setor. “Nós não somos donos do contrato, não temos competência; a competência da energia elétrica, da distribuição, é federal. Está no Ministério de Minas e Energia e na Aneel”, explicou o governador. Ele criticou o contrato de concessão vigente, classificando-o como antiquado e permissivo. Segundo Tarcísio, a dimensão da Região Metropolitana de São Paulo exige outro modelo. “Uma área desse tamanho merecia ter esse contrato quebrado em dois. Área menor, outra concessionária, mais facilidade de investir. Isso aponta para uma nova licitação ao final do contrato”, defendeu. O governador lembrou ainda que sua gestão enviou sugestões regulatórias ao governo federal e acionou um dos relatores do TCU para discutir medidas emergenciais com prefeitos afetados. Mesmo evitando críticas ao modelo privado de gestão, Tarcísio foi direto ao apontar falhas da Enel: “Se a empresa é geradora de caixa, a intervenção funciona. O interventor pega o caixa, faz Opex, faz Capex e resolve o problema. Mas o plano de contingência, às vezes, não funciona”. A pressão agora recai sobre Brasília, que controla a regulação, a fiscalização e o próprio contrato da concessionária.
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