CODEBA e IBGR avançam em projeto para reativar Hidrovia do São Francisco

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) e o Instituto Brasileiro de Gestão por Resultados (IBGR) avançaram nas articulações para a implantação do Programa HN-500, voltado à estruturação e à retomada da Hidrovia Nacional do São Francisco. A iniciativa pretende fortalecer a logística regional, estimular atividades produtivas e preparar profissionais para as oportunidades econômicas relacionadas ao transporte hidroviário. As ações foram discutidas na quarta-feira (28), durante encontro em Ibotirama, no oeste baiano, com a participação do diretor Administrativo e Financeiro da CODEBA, Leandro Gaudenzi, representantes do IBGR, lideranças municipais e integrantes de comunidades ribeirinhas. Durante a reunião, foram apresentados o cronograma das próximas etapas, os eixos de atuação e a estratégia de mobilização dos municípios envolvidos. O programa prevê um diagnóstico socioeconômico das localidades abrangidas, com identificação das principais cadeias produtivas e das oportunidades de desenvolvimento. Também está prevista a capacitação de trabalhadores para atender às futuras demandas logísticas, além da estruturação de pontos de distribuição de mercadorias ao longo do corredor hidroviário. Segundo Leandro Gaudenzi, a proposta é preparar as cidades e a população para a retomada da navegação comercial, integrando Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. O objetivo é criar condições para que os próprios moradores das regiões atendidas participem das novas oportunidades de emprego e negócios. Projeto será dividido em três polos O HN-500 foi organizado em três polos territoriais para considerar as características econômicas, sociais, ambientais e culturais de cada trecho do Rio São Francisco. O primeiro, denominado Alto São Francisco, tem Pirapora e Januária como referências, em Minas Gerais, e abrange também municípios da região de Carinhanha e Malhada, na Bahia. O segundo polo, Central Baiano, tem Ibotirama e Bom Jesus da Lapa como cidades de referência e reúne localidades como Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Paratinga e Riacho de Santana. Já o terceiro, Submédio São Francisco, tem Juazeiro e Petrolina como referências e envolve municípios como Barra, Xique-Xique, Sobradinho e Curaçá. Hidrovia pode movimentar milhões de toneladas A retomada do transporte de cargas pelo Rio São Francisco integra um projeto logístico mais amplo, com aproximadamente 1.371 quilômetros de extensão navegável entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Estudos preliminares apresentados pela Infra S.A. apontam potencial para movimentar até 5 milhões de toneladas de cargas no primeiro ano de operação. Entre os produtos com possibilidade de transporte estão grãos, algodão, frutas, gesso, calcário agrícola e produtos da mineração. Para Terence Lessa, diretor do IBGR, a apresentação do HN-500 em Ibotirama representa uma etapa importante na articulação regional e na preparação dos municípios para a retomada das atividades hidroviárias. A parceria entre CODEBA, IBGR e lideranças locais busca, portanto, estruturar as condições econômicas e profissionais necessárias para transformar o Velho Chico em um corredor de transporte e desenvolvimento, ampliando a integração entre os municípios ribeirinhos e os mercados consumidores.
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